Vendas pelo Instagram: dicas fundamentais para vender mais

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Quer vender mais pelo Instagram? Camila Renaux, consultora de Marketing Digital, falou no palco do RD Summit sobre como criar engajamento no aplicativo responsável por 70% das vendas feitas por redes sociais

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Camila Renaux no RD Summit

O Instagram vive um de seus melhores momentos na história. A rede social, recentemente, superou o Facebook como plataforma de maior engajamento – 4 vezes maior do que a rede social criada por Mark Zuckerberg. O dado foi apresentado pela consultora de Marketing Camila Renaux, autora de uma das palestras mais disputadas da edição 2019 do RD Summit. 

Segundo Camila, essa inversão se estende para o universo de vendas e marketing. O Instagram hoje representa 70% do volume vendas feitas pelas redes sociais. Para aproveitar o Instagram ao máximo e gerar bons resultados pela plataforma, a especialista deu algumas dicas de como criar estratégias que engajam o cliente e se revertem em compra.

Identidade Visual

Para Camila, é necessário pensar em cada elemento de um post antes de clicar em “publicar”. A ideia é usar o conteúdo do Instagram para vencer obstáculos de um cliente, criando relacionamento.

Como fazer isso? Criando uma identidade.

“A maioria das pessoas faz muito post e pouca estratégia”, diz Camila. A consultora destacou alguns dos principais elementos de um post e suas finalidades:

– Título (headline): O título deve destacar os benefícios do produto e o que a postagem traz de benefício ao cliente

– Subtítulo: Serve para destacar como seu produto resolve o problema do cliente.

– Descrição: A empresa deve usar a descrição para se aproximar do cliente e focar no relacionamento. Usar uma linguagem mais pessoal ou chamar um especialista para falar por você são boas estratégias para uma descrição de Instagram.

Criar estratégias de acordo com o formato

As estratégias para o feed e para os stories, segundo Camila, devem ser diferentes: “o feed é para um conteúdo mais planejado enquanto os stories podem ter um conteúdo mais flexível”.

O feed do Instagram deve servir para que a empresa construa sua marca; o foco está no branding. As postagens precisam de apelo visual, falando sobre a história da marca, da cultura organizacional, do propósito, da equipe e da estrutura da empresa.

“Não basta falar ‘somos uma empresa legal, onde as pessoas gostam de trabalhar’, é preciso mostrar isso no feed”, diz. Camila ainda acrescenta que empresas devem falar do produto de uma forma não convencional, usando a criatividade somada ao cuidado estético.

Para quem prefere um feed de Instagram mais harmônico, com uma foto maior dividida em várias partes, Camila recomenda que cada imagem funcione de forma separada. Afinal, é assim que são consumidas na timeline.

Nos stories, a ideia é mostrar os bastidores do negócio. Interagir com o cliente, compartilhar depoimentos e dar impressão de que a empresa está bombando. “O stories é o momento de vender”, conta Camila.

Os stories devem, justamente, fazer um storytelling: criar uma narrativa que interesse ao cliente. O primeiro, que é segundo Camila o mais importante, porque determina se o resto dos stories será visto ou não, deve ser uma imagem que chama a atenção. A segunda postagem explica o porquê e a terceira tem que engajar.

E cuidado: se ninguém chega até o final da sequência, a dica de Camila é diminuir os posts.

Vídeos tem prioridade no algoritmo do Instagram

A ideia é investir cada vez mais nesse formato de conteúdo, conta Camila. Vídeos geram engajamento orgânico. Mas precisam ser legendados. E, para ir além, as lives no Instagram são outra ótima forma de atrair engajamento, notificando o usuário quando é uma transmissão ao vivo.

“Se pouca gente assistir a sua transmissão, não tem problema, pois a ideia é usá-la para ser priorizado pelo algoritmo”, explica Camila. Tem ainda o IGTV, que agora funciona com prévia no feed.

Precificar os Posts: Sim ou Não?

Segundo Camila, isso varia de acordo com o produto. Se o objeto de venda precisa ser customizado, é melhor abrir uma conversa com o cliente pelo inbox. Isso vale para vendas complexas, como para quem, por exemplo, vende consultorias, softwares ou imóveis.

No caso de produtos acessíveis, de baixo risco e autoatendimento, o preço do produto deve ser estabelecido. Caso contrário, o usuário pode desistir se tiver de perguntar pelo preço. Por isso, no caso de roupas por exemplo, o melhor é colocar o preço na imagem, para não perder o momento decisivo do comprador.

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